Eu tomei um susto quando a ouvi, porém quando perguntei o por que daquilo, ela não quis me responder. Não imaginava o por que de tudo isso naquele instante e então eu simplesmente disse :
- Então é isso mesmo que você deseja ?
-Sim - Retrucou ela enquanto me olhava de forma perdida, sabe quando a pessoa lhe fita porém está claro que não lhe enxerga ? Então foi essa a sensação que tive, de que havia ficado invisível naquele momento. Pra Sam, e pra todo o mundo.
- Está bem, se é isso mesmo que você quer.- Eu me levantava e me dirigia a porta meio pasmo porém meio que conformado, apesar de tudo era o mínimo que deveria acontecer, pois minhas atitude não foram as melhores. O céu estava meio rubro, aquela noite era típica de filmes de terror, eu olhava pra trás e via um rosto triste, o que me deixava mais confuso ainda, se aquilo a fazia ficar triste por que fazer ? O que fazia ela agir assim ? Foi aí que me lembrei que ela ainda tinha namorado, então tudo indicava que o Rick estava por trás disso.
Minha garganta estava seca, naquela hora me deu uma sede tão grande que nem 2 litros de água me deixariam satisfeito. Eu suspirava e dizia ao olhar os olhos dela uma última vez :
- Espero que fique bem, e me desculpe.
Caminhei até meu carro e fiquei dentro dele por mais ou menos 30 minutos em estado de choque, e também envergonhado, pois tudo que eu fiz até ali não foi em vão, mas acabou com o único laço que tinha com a Sam, um laço de uma pura e verdadeira amizade.
Aquilo me destruía por dentro aos poucos, porém tentei me recompor e fui pra casa. Passei o dia pensando em tudo o que eu havia feito, tudo que tínhamos passado juntos, embora poucos os momentos, foram os melhores da minha vida. Como na vez que fomos há um boliche nossa, ela estava linda e nos encontramos por acaso. Aquele dia foi engraçado, mas devo poupar os detalhes agora. O fato era que não conseguia acreditar que a Sam não queria mas falar comigo, ou me ver, ou ser meu amigo. Cai na cama exausto e quando o cansaço venceu, caí num sono tranquilo apesar de tudo
sábado, 17 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Capítulo 14 - Era bom de mais pra ser verdade
Acordei com uma puta dor de cabeça e imediatamente procurando a Sam, estranho eu achei que estava no hospital, mas não, estava em casa com parte do meu rosto dormente. Eu havia me lembrado de tudo que acontecera até então, mas espera. Cadê a Sam ? O beijo ? O hospital ? A cena bonita de filme romântico ? Aquilo amigo, fora um sonho.. um doce e ao mesmo tempo amargo sonho. Me pus sentado na cama e levei a mão ao rosto, parecia bem inchado. Tocava meu nariz e sorria ao perceber que não doía nem nada. Acredite amigo, nunca vá querer quebrar o nariz, mesmo em sonho a dor parecia bem real.
Meu celular estava vibrando ao lado da cama, tomei-o e vi que haviam centenas de mensagens. A maioria da Sam, umas diziam : "Te odeio , outras : "Você tá bem ?" entre outras..Confesso que ela tinha o dom pra me confundir e eu por fim odiava. Respondi de imediato a mensagem dela e marquei pra gente poder se ver e conversar. Marcamos então na sua casa e lá fui eu na toca do leão, mas depois do que havia acontecido até ali, nada mais me importava.
A Sam como de costume me esperava na calçada, ela parecia séria e triste com um olhar caído. Porém eu apenas entrei sem falar nada e me sentei ao lado de uma árvore muito sinistra(melhor nem mencionar o porquê). Ela sentou-se na minha frente e me fitou com um olhar sereno porém meio frio, não sei explicar, ela parecia olhar pra mim e enxergar o vazio. Conversamos algumas horas sobre várias coisas as quais não me recordo agora, mas fala-mos da facul, de nossos planos enfim.. foi uma conversa agradável até ela tocar no assunto do pedido. Ela não disse nada a repeito do pedido, porém lembro que suas últimas palavras foram : Não podemos mais ser amigos.
Meu celular estava vibrando ao lado da cama, tomei-o e vi que haviam centenas de mensagens. A maioria da Sam, umas diziam : "Te odeio , outras : "Você tá bem ?" entre outras..Confesso que ela tinha o dom pra me confundir e eu por fim odiava. Respondi de imediato a mensagem dela e marquei pra gente poder se ver e conversar. Marcamos então na sua casa e lá fui eu na toca do leão, mas depois do que havia acontecido até ali, nada mais me importava.
A Sam como de costume me esperava na calçada, ela parecia séria e triste com um olhar caído. Porém eu apenas entrei sem falar nada e me sentei ao lado de uma árvore muito sinistra(melhor nem mencionar o porquê). Ela sentou-se na minha frente e me fitou com um olhar sereno porém meio frio, não sei explicar, ela parecia olhar pra mim e enxergar o vazio. Conversamos algumas horas sobre várias coisas as quais não me recordo agora, mas fala-mos da facul, de nossos planos enfim.. foi uma conversa agradável até ela tocar no assunto do pedido. Ela não disse nada a repeito do pedido, porém lembro que suas últimas palavras foram : Não podemos mais ser amigos.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Capítulo 13 - Alguma coisa na vida da gente as vezes tem que dá certo. Não ?
Sabe quando você recebe a notícia de que ganhou alguma coisa ? Tipo na megassena, ou em algum sorteio ? Não dá uma sensação de tipo : "Aaaaaaaaaaaaaaaaa !! Ganhei ! " Então, foi exatamente isso, mas infinitamente maior, que eu senti quando a Sam falou que não parava de pensar em mim.
- Você não consegue parar de pensar em mim e tenta se afastar ? - Retruquei me apoiando na cama tentando me levantar. Ela havia corado e ficava passando as mãos uma em cima da outra, parecia estar nervosa. - Você é estranha. - Eu dizia em tom irônico e sorria.
- E você é muito engraçadinho.. - Ela dizia enquanto cruzavas os braços.- O fato de eu me afastar, é por que eu estava ficando confusa, e como eu já estava com o Rick, apesar dos pesares, eu tentei me afastar de você.
- Por que ?- Retruquei quase de imediato, sentando na cama, que mais parecia uma pedra , parecia que levei uma paulada nas costas.
- Por que eu acho que não ia dar certo, você mora longe, a gente mal se falaria..não iriamos nos ver eu não sei se suportaria.- Ela dizia ainda em tom de nervosismo. Eu levava uma mão até seu rosto e o acariciava lentamente enquanto abria um sorriso, seus cabelos cobriam os olhos então com a ajuda de minha mão os joguei pra de trás da sua orelha e disse :
- Então você acha ? Como poderia ter certeza sem nunca ter tentado ? - Seus lábios palpitavam demonstrando um certo nervosismo, ela fitava seus olhos nos meus como se conseguisse enxergar tudo que eu pensava, e naquele momento só uma coisa me vinha a cabeça.
- Ah o que você queria que eu fizesse ? Me...- E antes de ela terminar de falar, eu havia suspirado forte e beijei seus lábios com vontade. Naquele momento eu não sabia diferenciar se estava vivo, ou morto, acordado ou dormindo, só sei que ela correspondeu meu beijo.
- Você não consegue parar de pensar em mim e tenta se afastar ? - Retruquei me apoiando na cama tentando me levantar. Ela havia corado e ficava passando as mãos uma em cima da outra, parecia estar nervosa. - Você é estranha. - Eu dizia em tom irônico e sorria.
- E você é muito engraçadinho.. - Ela dizia enquanto cruzavas os braços.- O fato de eu me afastar, é por que eu estava ficando confusa, e como eu já estava com o Rick, apesar dos pesares, eu tentei me afastar de você.
- Por que ?- Retruquei quase de imediato, sentando na cama, que mais parecia uma pedra , parecia que levei uma paulada nas costas.
- Por que eu acho que não ia dar certo, você mora longe, a gente mal se falaria..não iriamos nos ver eu não sei se suportaria.- Ela dizia ainda em tom de nervosismo. Eu levava uma mão até seu rosto e o acariciava lentamente enquanto abria um sorriso, seus cabelos cobriam os olhos então com a ajuda de minha mão os joguei pra de trás da sua orelha e disse :
- Então você acha ? Como poderia ter certeza sem nunca ter tentado ? - Seus lábios palpitavam demonstrando um certo nervosismo, ela fitava seus olhos nos meus como se conseguisse enxergar tudo que eu pensava, e naquele momento só uma coisa me vinha a cabeça.
- Ah o que você queria que eu fizesse ? Me...- E antes de ela terminar de falar, eu havia suspirado forte e beijei seus lábios com vontade. Naquele momento eu não sabia diferenciar se estava vivo, ou morto, acordado ou dormindo, só sei que ela correspondeu meu beijo.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Capítulo 12 - Por que eu sou tão burro ?
Eu não conseguia nem olhar pro rosto da Sam naquele momento. Eu estava tremendamente envergonhado e morrendo de raiva do tal de Rick. Não por ter levado um chute no nariz, mas por ter machucado a Sam, se ele quisesse bater em alguém, teria que bater em mim, e se não tivesse me pegado desprevenido as coisas não seriam bem desse jeito.
O fato era que tudo que a Sam me dizia mesmo sendo as palavras mais reconfortantes eu não parava de pensar no quanto eu fui burro e egoísta, pois não havia pensado nas consequências. Eu tinha ficado mais calmo, e consegui voltar a prestar atenção nela. Seu rosto parecia brilhar com a luz que emanava da janela, e mesmo com os cabelos bagunçados ela não perdia em nada a beleza. Ela suspirou e apertou minha mão com força e começou a dizer :
- Olhe, você deve estar se perguntando o que eu penso sobre o seu pedido. - E ela estava certa eu não parava de pensar nisso.- Eu tenho que te falar que não posso aceitar.- Um nó se fez em minha garganta e era como se o peso do mundo desabasse em minha cabeça.- Não por você, mas eu não posso me casar agora, eu nem ao menos me formei, eu quero entrar na faculdade quero ter um emprego fixo depois devo pensar em me casar.- Ela dizia com um sorriso e isso me confundia de forma amarga.- Mas confesso que estou feliz por você ter me pedido, foi a coisa mais linda e louca - Eu sorri.- que fizeram pra mim em toda a minha vida.
- E põe louca nisso.- Murmurei.- Eu acho.. acho não, tenho certeza que agi muito desesperado. Eu sentia que você se distanciava de mim cada vez mais, então entrei em desespero.
- Eu estava sim me afastando de você , porque.. porque..- Seu rosto havia se corado e ela gaguejava um pouco- porque eu não parava de pensar em você, pronto falei.- Ela fechou os olhos e cruzou os braços.
O fato era que tudo que a Sam me dizia mesmo sendo as palavras mais reconfortantes eu não parava de pensar no quanto eu fui burro e egoísta, pois não havia pensado nas consequências. Eu tinha ficado mais calmo, e consegui voltar a prestar atenção nela. Seu rosto parecia brilhar com a luz que emanava da janela, e mesmo com os cabelos bagunçados ela não perdia em nada a beleza. Ela suspirou e apertou minha mão com força e começou a dizer :
- Olhe, você deve estar se perguntando o que eu penso sobre o seu pedido. - E ela estava certa eu não parava de pensar nisso.- Eu tenho que te falar que não posso aceitar.- Um nó se fez em minha garganta e era como se o peso do mundo desabasse em minha cabeça.- Não por você, mas eu não posso me casar agora, eu nem ao menos me formei, eu quero entrar na faculdade quero ter um emprego fixo depois devo pensar em me casar.- Ela dizia com um sorriso e isso me confundia de forma amarga.- Mas confesso que estou feliz por você ter me pedido, foi a coisa mais linda e louca - Eu sorri.- que fizeram pra mim em toda a minha vida.
- E põe louca nisso.- Murmurei.- Eu acho.. acho não, tenho certeza que agi muito desesperado. Eu sentia que você se distanciava de mim cada vez mais, então entrei em desespero.
- Eu estava sim me afastando de você , porque.. porque..- Seu rosto havia se corado e ela gaguejava um pouco- porque eu não parava de pensar em você, pronto falei.- Ela fechou os olhos e cruzou os braços.
domingo, 19 de junho de 2011
Capítulo 11 - No fim acabo me lascando denovo.
Acordei numa cama com uma puta dor de cabeça e quase me desesperei se não notasse que alguém segurava minha mão. Notei que estava no hospital e que a Sam estava dormindo com a cabeça recostada sobre a cama, porém ainda segurava minha mão. Eu tinha dificuldade pra respirar e sentia um peso sobre o nariz. Eu sorria ao ver a Sam dormindo e lentamente tentei acordá-la. Ela se levantou bocejando com os cabelos amassados, eu ri e disse:
- Bom dia dona moça , o que você tá fazendo aqui, ou melhor o que eu to fazendo aqui ?
- Vixe, se acalme ! - Eu tinha esquecido de como era sua voz, eu ri com seu sotaque puxado.
- Aham estou calmo, me lembro que estava ontem na festa e agora estou aqui. Espera aquilo foi um sonho ? - Disse enquanto toquei na ponta do meu nariz pois algo me incomodava, havia gase, e quando toquei mais forte senti uma dor que só faltou me fazer desmaiar denovo.
- Não , não foi um sonho.- disse ela rindo e fazendo careta logo depois.
- Ah. quer dizer então que aconteceu mesmo né ? - Eu levei as mãos a cabeça meio sem graça e olhei em volta meio confuso. - O que aconteceu realmente ?
- Logo depois que você se ajoelhou - A Sam disse num tom de voz mais doce, e seus olhos se dirigiam pra todos os lados menos pra mim, eu notava que ela estava sem graça, talvez meu pedido tenha pelo menos a tocado de certa forma.- O Rick entrou correndo pelo palco e chutou seu rosto. Eu entrei em pânico você caiu no chão já inconsciente e com o nariz sangrando.- Ah sim o nome do namorado dela é Rick. Dessa nem eu sabia.
- Ah tá agora entendo o por que da gase- Interrompi ela enquanto tocava levemente na ponta do meu nariz.
- É tá quebrado, agora para de mexer nele.- Ela dizia segurando minha outra mão tirando-a do meu nariz, eu sorria e prestava atenção nela. - Então ele puxou pelo braço e falou que eu tava traindo ele e que eu não prestava e disse que estava terminando comigo.- Eu olhei pro braço dela e meu sorriso se desfez, estava uma mancha roxa e vermelha, naquela hora se eu já tinha ódio daquele cara, imagine depois de ter visto o braço da Sam.
- Essa não , eu estraguei tudo ..- Disse abaixando o rosto ficando totalmente se o que dizer.
- Não Vin, relaxe, nosso namoro já não estava as mil maravilhas, e ele começou a andar com um povo que eu não ia com a cara, depois disso ele mudou bastante comigo. Iria acontecer cedo ou tarde.
Eu continuei com o rosto pra baixo em silêncio ainda pensando em tudo o que eu tinha feito pra ganhar apenas um nariz quebrado, e magoar a mulher que eu amava.
Capítulo 10 - "E agora josé ?"
Pra não dar vexame resolvi protestar depois que subisse no palco. O que foi meu erro, pois quando eu subi ele já havia combinado com os seguranças pra eu não descer mais. E duas torres ficaram no pé da escada me encarando como se quisessem quebrar todos os meus ossos. Eu tive vontade de matar meu amigo, mas não sei como ele conseguiu fazer com que eu subisse lá e visse o show todo dali , que aliais foi a melhor parte.
Depois de várias e várias bandas terem tocado, um calafrio cortou minha espinha quando um sujeito baixinho careca com um microfone na mão disse:
- E agora pessoal, uma momento inédito aqui na festa. Um jovem que veio de muito longe só pra falar algo aqui...
E começou a falar a minha história. Quando ele terminou um cara me empurrou pro meio do palco e quando virei pra quela multidão eu dei de costas rapidamente e voltei pra trás, mas o mesmo filho da mãe me empurrou de novo. Eu queria matar aquele cara, mas ao encarar novamente aquele publico o sujeito careca disse :
- Coragem rapaz !- E acredite coragem era a coisa que eu menos tinha naquele momento. O sujeito se aproximou de mim e me deu o microfone junto de dois tapas nas costas que quase me fizeram decolar pelo palco. Lembrei-me do vídeo da pentada violenta.
-Err...bla digo er. Boa noite ! - Imagine um cara que está prestes a se declarar pra uma menina num palco pra mais de 300 mil pessoas. Isso não é uma coisa que se vê todo dia. Porém, eu respirei fundo, imaginei que por ela valia a pena.
- Er.. o cara tem que ser muito louco, muito mas muito mesmo pra fazer o que eu to fazendo aqui, hoje. - Eu podia ouvir risos mas alguém que por sinal estava bêbado gritou : "Sai daí moleque." Eu ri, e tentei recuperar o foco.
- Como eu disse tem que ser muito mais muito louco mesmo pra fazer o que to fazendo. Mas por você vale a pena. - Eu dizia cada palavra com um peso enorme na garganta. Eu estava sendo fuzilado com olhares de todos os lados. Eu não imaginava onde ela poderia estar, e se estaria me escutando, então pensei que toda aquela coisa poderia estar sendo em vão.
- Samantha, você pode vir até aqui no palco principal por favor ? - Ouvi gritos, palmas e o mesmo cara gritando novamente só que com um palavrão a mais na frase.
Eu estava suando frio e tremendo um pouco. Uma moça vendo a situação até trouxe um copo de água pra mim, vou me lembrar dela, e se der certo vou chamá-la pra ser minha madrinha de casamento. Pensamento idiota esse, era obvio que aquilo era suicídio. Enquanto eu esperava algum sinal da Sam, eu olhava pra todo canto em busca de uma rota de fuga rápida, e um lugar bastante escuro pra que eu possa sair sem ser reconhecido.
Olhei de relance e vi a Sam ultrapassar as grades de segurança no palco, ela me fitava como " O que diabos você tá fazendo ? " O namorado dela estava atrás das grades, não sei por que mas ele não conseguiu passar. Uma das torres que estava na escada foi até a Sam e a trouxe pra cima do palco. Eu já disse que ela estava indiscutivelmente linda ? Até sua feição de quem queria me matar naquela hora me deixava estonteado. Recuperei o fôlego e resolvi acabar com tudo de uma vez.
- Samantha, a pessoa tem que ter probleminhas, tem que ser muito louco, pra vir aqui.. na frente de tanta gente, na frente de seu namorado,- Nessa hora eu ouvi um Hoooooooo, como espanto...- na frente de todo mundo pra dizer o que sente. Mas por você acho que é o mínimo que eu posso fazer. - Eu podia ver a Sam balançando a cabeça como discórdia mas fui em frente.
- Eu acho que palavras belas como: "Você é o ovo da minha farofa!" , ou até mesmo frases simples como : " Amo você " , não são próprias pra expressar tudo o que eu sinto por você. Eu só queria dizer que amar, e estar apaixonado é compartilhar todos os momentos da sua vida, sejam eles os mais simples ou até os mais idiotas. Por que quando se ama, e se apaixona, cada momento se torna especial.- Eu podia ver uma lágrima cair pelo rosto da Sam, mas eu sorri apenas tentando quebrar o gelo e continuei a falar.- Eu não sei como pode acontecer algo assim, mas aconteceu. Eu não sei como me apaixonei por você, - e outro Hoooooooo foi ouvido - sei que é errado, que é proibido, que nunca poderia dar certo, mas não tenho como evitar, se tudo o que faço, tudo o que vejo, tudo o que tenho, só me lembra você, sabe aquele frio que você sente quando se tá perto de alguém aquela vontade de cair nos braços da pessoa ? Imagine isso de forma intensa pois é a mesma coisa que eu sinto por você. - Percebi uma movimentação lá embaixo, mas dei de ombros e me aproximei um pouco mais da Sam, até parar de frente a ela. Eu segurei sua mão e ao fitar seus olhos disse : - Eu tenho pensado nisso a muito tempo, e só resolvi fazer agora por que não consigo suportar mais.- Me ajoelhava diante da Sam e ainda segurando sua mão eu disse : - Samantha, você quer se casar comigo ? - Ouviu-se Hoooooooo, EEEEEEEEEEEEEE bastante palmas, mas antes de eu notar a reação da Sam,só vi uma sombra e um sulpapo em meu rosto. Tudo escureceu e silenciou.
Depois de várias e várias bandas terem tocado, um calafrio cortou minha espinha quando um sujeito baixinho careca com um microfone na mão disse:
- E agora pessoal, uma momento inédito aqui na festa. Um jovem que veio de muito longe só pra falar algo aqui...
E começou a falar a minha história. Quando ele terminou um cara me empurrou pro meio do palco e quando virei pra quela multidão eu dei de costas rapidamente e voltei pra trás, mas o mesmo filho da mãe me empurrou de novo. Eu queria matar aquele cara, mas ao encarar novamente aquele publico o sujeito careca disse :
- Coragem rapaz !- E acredite coragem era a coisa que eu menos tinha naquele momento. O sujeito se aproximou de mim e me deu o microfone junto de dois tapas nas costas que quase me fizeram decolar pelo palco. Lembrei-me do vídeo da pentada violenta.
-Err...bla digo er. Boa noite ! - Imagine um cara que está prestes a se declarar pra uma menina num palco pra mais de 300 mil pessoas. Isso não é uma coisa que se vê todo dia. Porém, eu respirei fundo, imaginei que por ela valia a pena.
- Er.. o cara tem que ser muito louco, muito mas muito mesmo pra fazer o que eu to fazendo aqui, hoje. - Eu podia ouvir risos mas alguém que por sinal estava bêbado gritou : "Sai daí moleque." Eu ri, e tentei recuperar o foco.
- Como eu disse tem que ser muito mais muito louco mesmo pra fazer o que to fazendo. Mas por você vale a pena. - Eu dizia cada palavra com um peso enorme na garganta. Eu estava sendo fuzilado com olhares de todos os lados. Eu não imaginava onde ela poderia estar, e se estaria me escutando, então pensei que toda aquela coisa poderia estar sendo em vão.
- Samantha, você pode vir até aqui no palco principal por favor ? - Ouvi gritos, palmas e o mesmo cara gritando novamente só que com um palavrão a mais na frase.
Eu estava suando frio e tremendo um pouco. Uma moça vendo a situação até trouxe um copo de água pra mim, vou me lembrar dela, e se der certo vou chamá-la pra ser minha madrinha de casamento. Pensamento idiota esse, era obvio que aquilo era suicídio. Enquanto eu esperava algum sinal da Sam, eu olhava pra todo canto em busca de uma rota de fuga rápida, e um lugar bastante escuro pra que eu possa sair sem ser reconhecido.
Olhei de relance e vi a Sam ultrapassar as grades de segurança no palco, ela me fitava como " O que diabos você tá fazendo ? " O namorado dela estava atrás das grades, não sei por que mas ele não conseguiu passar. Uma das torres que estava na escada foi até a Sam e a trouxe pra cima do palco. Eu já disse que ela estava indiscutivelmente linda ? Até sua feição de quem queria me matar naquela hora me deixava estonteado. Recuperei o fôlego e resolvi acabar com tudo de uma vez.
- Samantha, a pessoa tem que ter probleminhas, tem que ser muito louco, pra vir aqui.. na frente de tanta gente, na frente de seu namorado,- Nessa hora eu ouvi um Hoooooooo, como espanto...- na frente de todo mundo pra dizer o que sente. Mas por você acho que é o mínimo que eu posso fazer. - Eu podia ver a Sam balançando a cabeça como discórdia mas fui em frente.
- Eu acho que palavras belas como: "Você é o ovo da minha farofa!" , ou até mesmo frases simples como : " Amo você " , não são próprias pra expressar tudo o que eu sinto por você. Eu só queria dizer que amar, e estar apaixonado é compartilhar todos os momentos da sua vida, sejam eles os mais simples ou até os mais idiotas. Por que quando se ama, e se apaixona, cada momento se torna especial.- Eu podia ver uma lágrima cair pelo rosto da Sam, mas eu sorri apenas tentando quebrar o gelo e continuei a falar.- Eu não sei como pode acontecer algo assim, mas aconteceu. Eu não sei como me apaixonei por você, - e outro Hoooooooo foi ouvido - sei que é errado, que é proibido, que nunca poderia dar certo, mas não tenho como evitar, se tudo o que faço, tudo o que vejo, tudo o que tenho, só me lembra você, sabe aquele frio que você sente quando se tá perto de alguém aquela vontade de cair nos braços da pessoa ? Imagine isso de forma intensa pois é a mesma coisa que eu sinto por você. - Percebi uma movimentação lá embaixo, mas dei de ombros e me aproximei um pouco mais da Sam, até parar de frente a ela. Eu segurei sua mão e ao fitar seus olhos disse : - Eu tenho pensado nisso a muito tempo, e só resolvi fazer agora por que não consigo suportar mais.- Me ajoelhava diante da Sam e ainda segurando sua mão eu disse : - Samantha, você quer se casar comigo ? - Ouviu-se Hoooooooo, EEEEEEEEEEEEEE bastante palmas, mas antes de eu notar a reação da Sam,só vi uma sombra e um sulpapo em meu rosto. Tudo escureceu e silenciou.
Capítulo 9 - O que @%#¨$%@# eu to fazendo ?
O dia da festa havia chegado e eu já tinha pegado o rumo da cidade da Sam. Eu passei o caminho todo pensando numa forma de como eu ia falar pra ela tudo que eu tinha que falar. Cheguei na casa do meu primo e todos os meus amigos de lá estavam lá. Foi uma das melhores tardes que eu passei até alguém falar :" Ih vou tomar banho pra ir pra festa. " Por um momento eu tinha esquecido, e entrei em desespero. Todo mundo rio por que eu fiquei vermelho e comecei a gaguejar. Ai eu me acalmei e contei o que pretendia. Cara eu me surpreendi, achei que todos iam dizer : " Tá louco ?" "Desiste manolo ". Mas todos me apoiaram, eu não entendi na hora, acho que foi a parte da tartaruguinha que tocou eles, ou na verdade , eles queriam me ver pagando o maior mico da minha e de todas as vidas deles juntas.
Com o "apoio" dos meus amigos então fiquei mais tranquilo, e fui me preparar pra festa. Fiquei até bonitinho e pegável como dizia uma amiga minha. Então parti pra festa com cara , pouca coragem, e amigos. Ah lembrei-me que não tinha o que dizer na hora. Então me desesperei novamente, e também lembrei-me de que não sabe como dizer, em meio a multidão como eu pediria alguém em casamento ? Quando estava entrando na festa e pensando junto com todos o que faria, eu olhei pra trás e corri pra me esconder. Ela não podia saber que eu estava lá. Não sei se mencionei, mas a tarde ela havia me ligado, eu disse que não poderia ir.
Ela estava linda cara, a minha vontade era correr pra abraçá-la mas eu não poderia estragar tudo. Fiquei de costas perto de uma barraca de cachorro-quente. Cara tinha tanta coisa naquilo, imaginei que seria bom comer antes de destruir minha vida social.(pelo menos depois daquilo) Então comi um cachorro-quente.
Ela havia cumprimentado todos e saiu com o namorado, engraçado eu nem percebi ele, não por meus motivos, mas enfim. Quando voltei pra falar com meus amigos um deles me puxou pelo braço dizendo - Tá pronto ?
- Pra que ? - disse.
- Pra subir no palco oras.- Disse ele.
Com o "apoio" dos meus amigos então fiquei mais tranquilo, e fui me preparar pra festa. Fiquei até bonitinho e pegável como dizia uma amiga minha. Então parti pra festa com cara , pouca coragem, e amigos. Ah lembrei-me que não tinha o que dizer na hora. Então me desesperei novamente, e também lembrei-me de que não sabe como dizer, em meio a multidão como eu pediria alguém em casamento ? Quando estava entrando na festa e pensando junto com todos o que faria, eu olhei pra trás e corri pra me esconder. Ela não podia saber que eu estava lá. Não sei se mencionei, mas a tarde ela havia me ligado, eu disse que não poderia ir.
Ela estava linda cara, a minha vontade era correr pra abraçá-la mas eu não poderia estragar tudo. Fiquei de costas perto de uma barraca de cachorro-quente. Cara tinha tanta coisa naquilo, imaginei que seria bom comer antes de destruir minha vida social.(pelo menos depois daquilo) Então comi um cachorro-quente.
Ela havia cumprimentado todos e saiu com o namorado, engraçado eu nem percebi ele, não por meus motivos, mas enfim. Quando voltei pra falar com meus amigos um deles me puxou pelo braço dizendo - Tá pronto ?
- Pra que ? - disse.
- Pra subir no palco oras.- Disse ele.
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