sábado, 17 de dezembro de 2011

15 - Eu sempre estrago tudo

      Eu tomei um susto quando a ouvi, porém quando perguntei o por que daquilo, ela não quis me responder. Não imaginava o por que de tudo isso naquele instante e então eu simplesmente disse :
- Então é isso mesmo que você deseja ?
-Sim - Retrucou ela enquanto me olhava de forma perdida, sabe quando a pessoa lhe fita porém está claro que não lhe enxerga ? Então foi essa a sensação que tive, de que havia ficado invisível naquele momento. Pra Sam, e pra todo o mundo.
- Está bem, se é isso mesmo que você quer.- Eu me levantava e me dirigia a porta meio pasmo porém meio que conformado, apesar de tudo era o mínimo que deveria acontecer, pois minhas atitude não foram as melhores. O céu estava meio rubro, aquela noite era típica de filmes de terror, eu olhava pra trás e via um rosto triste, o que me deixava mais confuso ainda, se aquilo a fazia ficar triste por que fazer ? O que fazia ela agir assim ? Foi aí que me lembrei que ela ainda tinha namorado, então tudo indicava que o Rick estava por trás disso.

     Minha garganta estava seca, naquela hora me deu uma sede tão grande que nem 2 litros de água me deixariam satisfeito. Eu suspirava e dizia ao olhar os olhos dela uma última vez :
- Espero que fique bem, e me desculpe.
Caminhei até meu carro e fiquei dentro dele por mais ou menos 30 minutos em estado de choque, e também envergonhado, pois tudo que eu fiz até ali não foi em vão, mas acabou com o único laço que tinha com a Sam, um laço de uma pura e verdadeira amizade.

   Aquilo me destruía por dentro aos poucos, porém tentei me recompor e fui pra casa. Passei o dia pensando em tudo o que eu havia feito, tudo que tínhamos passado juntos, embora poucos os momentos, foram os melhores da minha vida. Como na vez que fomos há um boliche nossa, ela estava linda e nos encontramos por acaso. Aquele dia foi engraçado, mas devo poupar os detalhes agora. O fato era que não conseguia acreditar que a Sam não queria mas falar comigo, ou me ver, ou ser meu amigo. Cai na cama exausto e quando o cansaço venceu, caí num sono tranquilo apesar de tudo

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Capítulo 14 - Era bom de mais pra ser verdade

         Acordei com uma puta dor de cabeça e imediatamente procurando a Sam, estranho eu achei que estava no hospital, mas não, estava em casa com parte do meu rosto dormente. Eu havia me lembrado de tudo que acontecera até então, mas espera. Cadê a Sam ? O beijo ? O hospital ? A cena bonita de filme romântico ? Aquilo amigo, fora um sonho.. um doce e ao mesmo tempo amargo sonho. Me pus sentado na cama e levei a mão ao rosto, parecia bem inchado. Tocava meu nariz e sorria ao perceber que não doía nem nada. Acredite amigo, nunca vá querer quebrar o nariz, mesmo em sonho a dor parecia bem real.

     Meu celular estava vibrando ao lado da cama, tomei-o e vi que haviam centenas de mensagens. A maioria da Sam, umas diziam : "Te odeio , outras : "Você tá bem ?" entre outras..Confesso que ela tinha o dom pra me confundir e eu por fim odiava. Respondi de imediato a mensagem dela e marquei pra gente poder se ver e conversar. Marcamos então na sua casa e lá fui eu na toca do leão, mas depois do que havia acontecido até ali, nada mais me importava.

     A Sam como de costume me esperava na calçada, ela parecia séria e triste com um olhar caído. Porém eu apenas entrei sem falar nada e me sentei ao lado de uma árvore muito sinistra(melhor nem mencionar o porquê). Ela sentou-se na minha frente e me fitou com um olhar sereno porém meio frio, não sei explicar, ela parecia olhar pra mim e enxergar o vazio. Conversamos algumas horas sobre várias coisas as quais não me recordo agora, mas fala-mos da facul, de nossos planos enfim.. foi uma conversa agradável até ela tocar no assunto do pedido. Ela não disse nada a repeito do pedido, porém lembro que suas últimas palavras foram : Não podemos mais ser amigos.